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5 dicas para implementar o SCM

5 dicas para implementar o SCM

Raphael Gordilho
5 dicas para implementar o SCM

A Gestão da Cadeia de Suprimentos, ou SCM (do inglês, Supply Chain Management), é um processo que gerencia ativamente tudo o que diz respeito ao abastecimento, de ponta a ponta. E envolve desde a fabricação de insumos, compras e distribuição, até a entrega de mercadorias e serviços.

Em outras palavras, quando o assunto é SCM, a ideia central é: fornecedores e compradores trabalhando de maneira colaborativa e integrada.

Implementar esse processo pode ser o diferencial que faltava para você alavancar o seu serviço de saúde. Quer saber como? Confira nossas 5 dicas de como adotar as melhores práticas de Gestão da Cadeia de Suprimentos:

1. Mapeie seus processos

O primeiro passo para implementar o SCM com eficiência é entender, prever e planejar as suas demandas.

Ao mapear os seus processos de compras, você consegue ter controle total sobre o que precisa ser adquirido, as categorias que os seus insumos estão inseridos e os hábitos dos seus pacientes.

A Matriz de Kraljic é uma ferramenta muito útil para segmentar os produtos adquiridos e melhorar seus processos de compras.   

2. Conheça suas fragilidades

Para superar as fragilidades do seu negócio, você precisa primeiro identificar as lacunas do processo mapeado e pensar o que pode ser melhorado.

Por exemplo, você pode perceber que o maior desafio da sua cadeia de suprimentos está no processo de cotação. Ou ainda, que o seu serviço tem grande dependência de determinado fornecedor, que sempre se mostra pouco flexível na hora de negociar preços e prazos.

O hábito e a segurança de trabalhar com um fornecedor de anos é tentadora e confortável, mas será que esse hábito não está prejudicando a evolução do seu negócio?

Quanto mais informações você tiver sobre os seus processos e mais entendimento a respeito das lacunas do seu negócio, mais visão analítica você terá para tomar decisões assertivas e estratégicas.

3. Conte com fornecedores eficientes

Um dos alicerces fundamentais de qualquer negócio é contar com bons fornecedores. E o que determina a boa parceria?

O bom fornecedor é aquele que entrega com agilidade, respeita os prazos, oferece preços justos, é flexível nas negociações e trabalha com transparência em todas as etapas do processo.

Nem sempre é o fornecedor mais barato de insumos, mas é o que te garante prazos e condições favoráveis de pagamento. O que aumenta sua eficiência, evita quebra de estoque e, por consequência, reduz os custos operacionais e desperdícios. Ou seja, talvez esse seja seu fornecedor mais barato ao considerar todos os ganhos.

Mais importante que o custo do produto é o seu custo na ponta (considerando todo seu custo dentro da cadeia).

Contar com o fornecedor certo é o que garantirá a coesão do seu estoque e a produtividade da sua rotina de compras e serviços.

4. Invista na integração dos atores da cadeia de suprimentos

Como destacamos no começo deste artigo, o princípio da Gestão da Cadeia de Suprimentos é a colaboração e integração.

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Para que essa colaboração seja realmente eficaz é importante que todos os atores da cadeia produtiva estejam na mesma página, integrados e conectados.

Isso vale para os departamentos internos do negócio — como compras, financeiro, operacional — que precisam se reunir periodicamente para discutir o que precisa ser melhorado, por meio de análises e feedbacks.

E vale também para os colaboradores externos, que são os fornecedores. Como um dos requisitos para o SCM, a boa comunicação entre sua empresa e seus fornecedores facilitará o cumprimento de prazos e diminuirá os ruídos que podem levar a erros.

5. Adote ferramentas digitais

O uso de softwares e ferramentas digitais tem relação direta com a eficiência da cadeia de suprimentos. Contudo, elas precisam ser bem implantadas e integradas. Caso contrário será um tiro no pé e você estará em uma realidade repleta de silos de informações, onde o custo pode aumentar.

Com a transformação digital e o surgimento de tecnologias avançadas de automação, como Inteligência Artificial (IA) e Big Data — capazes de interpretar a grande quantidade de dados disponíveis na área de saúde —, o SCM evoluiu e vem provocando uma vigorosa revolução na área de compras, a chamada SCM 2.0.

Em um cenário de saúde, no qual gestores visionários estão avançando e impulsionando tecnologicamente seus negócios, com o objetivo de oferecer serviços de excelência para pacientes cada vez mais exigentes, a empresa que continuar insistindo em fórmulas antigas e ferramentas analógicas corre o risco de perder vantagem competitiva por não conseguir atender às demandas desse novo tempo, inclusive levando à falência.

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