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SCM 2.0: Gestão Digital da Cadeia de Suprimentos

SCM 2.0: Gestão Digital da Cadeia de Suprimentos

Filipe Boldo
SCM 2.0: Gestão Digital da Cadeia de Suprimentos

O bom funcionamento dos negócios que atuam na área da saúde está diretamente relacionado à gestão da cadeia de suprimentos. Quando feita de forma eficiente, garante a produtividade do time, a prestação de serviços de qualidade, o reconhecimento da instituição e bom relacionamento com fornecedores e satisfação dos pacientes.

E esse conceito engloba e integra todos os processos do negócio necessários à prestação do serviço: fabricação, planejamento, logística, gestão de estoque, transporte e atendimento ao paciente.

Historicamente, cada uma dessas áreas tem funcionado de forma isolada, exigindo a replicação manual dos dados e, com frequência, provocando grandes lacunas na comunicação.

Para superar esses desafios, os negócios que desejam se destacar e ganhar uma margem competitiva precisam pensar suas cadeias de suprimentos como uma rede dinâmica e conectada, na qual fornecedores e compradores trabalham conjuntamente para atender as demandas de personalização de um mercado cada vez mais exigente. Em outras palavras, uma cadeia de suprimentos digital é a chave.

Gestão da Cadeia de Suprimentos 2.0

É nesse contexto que surge a Gestão da Cadeia de Suprimentos 2.0, ou SCM 2.0 (do inglês, Supply Chain Management), um conceito de gestão que tem como objetivo associar as melhores práticas ao uso de tecnologia avançadas, capazes de melhorar a previsão e precisão do planejamento da cadeia, a partir da captura de informações dos dados estruturados.

Ao abranger todo o projeto da cadeia de fornecimento com o suporte da tecnologia, o SCM 2.0 consegue tornar o fluxo de suprimentos mais inovador, inteligente e robusto, mais ágil e econômico, além de mais sustentável.

A implementação bem sucedida de uma cadeia de suprimentos digital permite a automação das rotinas operacionais de todo o negócio, garantindo um gerenciamento mais seguro e estratégico, uma vez que reduz o potencial de erros e atrasos na transmissão de informações e libera os membros da empresa de tarefas corriqueiras e repetitivas. Assim, eles conseguem focar suas forças criativas em soluções que agreguem mais resultados à ponta final da cadeia, que é onde está o paciente. 

A seguir, destacamos as principais características da Gestão da Cadeia de Suprimentos 2.0:

Pilares da cadeia de suprimentos do futuro

Em um cenário em que todos os agentes do ciclo de fornecimento/abastecimento cooperam, quais são as características da cadeia de suprimentos do futuro? Confira os motores estratégicos da SCM 2.0 segundo Ashoo Bhatti e Mohammed Hajibashi, autores de Supply Chain Para Uma Nova Era:

1. Rápida

Rapidez e responsividade aprimorada são características essenciais da gestão de suprimentos 2.0. 

Com o aumento da concorrência e as novas demandas dos pacientes, olhar para o planejamento, e execução dos ciclos de compras que se desenvolvem em tempo real, se tornou indispensável para os negócios que querem entregar mais valor. 

A capacidade de resposta aprimorada é amparada por novas tecnologias, como o aprendizado de máquinas, ramo da Inteligência Artificial (IA), capaz de monitorar/programar o reabastecimento automático do estoque.

2. Escalável

Com o advento de novas soluções digitais ficou muito mais fácil e acessível armazenar grande quantidade de informações. 

Plataformas baseadas na nuvem, que permitem armazenar os dados estruturados, conectar os agentes da cadeia e escalar o ciclo de compras, agregam mais eficiência e flexibilidade à gestão da cadeia de suprimentos, uma vez que ampliam a base de fornecedores e podem ser acessadas de qualquer lugar.

3. Inteligente

A incorporação da IA ao processo de compras possibilita que os gestores e seus times tenham mais previsibilidade sobre o fornecimento e pensem mais estrategicamente o processo de aquisição de insumos.

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A adoção de uma gestão mais cognitiva, fundamentada no conceito SCM 2.0, permite fazer análise de fornecimento, otimização integrada do estoque, comparar preços com uma maior gama de fornecedores, além de prever cenários futuros, como tempos de sazonalidade e mudança de hábito dos pacientes, por exemplo. 

4. Conectada

Com o avanço da tecnologia e da conectividade global, sistemas isolados e que não se comunicam acabam por limitar as operações e reduzir a flexibilidade e agilidade tão essenciais para as cadeias de suprimentos modernas.

Na era da SCM 2.0, uma infraestrutura conectada e colaborativa possibilita um maior controle de ponta a ponta do fluxo da cadeia de suprimentos, uma vez que a tecnologia permite o rastreamento dos insumos e ampla visibilidade.

Os benefícios desse recurso permite que líderes e gestores de compras se preparem melhor para imprevistos, além de poderem desenhar estratégias para o negócio a partir das informações precisas fornecidas pelos dados. 

Automação

A chave para alcançar os 4 objetivos estratégicos acima mencionados passa pelo caminho da automação. 

Em um ambiente em que as mudanças acontecem a todo momento, automatizar a cadeia de suprimentos de negócios complexos como os da área de saúde —  que impactam diretamente na vida do paciente — é uma forma segura de responder às adversidades e imprevistos, além de facilitar a execução de mudanças de rota e tomada de decisões com rapidez. Tudo isso com a vantagem de ter todos os processos centralizados em um único lugar.

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